A propósito do Ciclo de Conferências de Senadores

Este Ciclo de Conferências, que está a ser realizado em Portalegre, foi um projecto por mim pensado e apresentado ao Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre que, em boa hora o aceitou, integrando-o no Centenário da República.
O conceito de Senadores que fundamenta este Ciclo de Conferências gira em torno da experiência, da idade e da projecção pública das personalidades que o constituem. Trata-se portanto de personalidades que configuram um caminho de mundividências, traduzidas hoje por um discurso universal. Este foi o princípio.
Na semana passada em Évora, onde me desloquei para participar na homenagem a Mário Barradas, fui literalmente confrontado por alguém que pensava ser meu amigo, com uma forte e contundente crítica aos nomes das personalidades que constituem este Ciclo de Conferências.
Criticava-me essa pessoa, a mim e a o IPP, o facto de trazermos, hoje, para o debate público, pessoas que estão, no seu entender, há muitos anos comprometidas com o estado a que o país chegou.
Argumentei, discordando naturalmente, referindo que algumas destas personalidades fizeram História, como sabemos, e que seria interessante ouvi-las, hoje, num patamar em que todos evoluímos e que, à distância de algumas décadas, a sua análise crítica sobre o país e o mundo seria um espaço interessante de reflexão colectiva.
O bom do meu amigo continuava com a sua discordância e intolerância, revelando um sectarismo absolutamente ultrapassado. Dizia mesmo que não esperava este compromisso da minha parte.
A minha reacção foi a de dizer, apenas, que sempre fui um homem livre.
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