A FORMAÇÃO ARTÍSTICA EM PORTUGAL
Nem a Conferência Internacional da UNESCO sobre o Ensino Artístico realizado em Lisboa acerca de dois anos, nem o Congresso Nacional sobre Educação Artística realizado no Porto o ano passado, ambos sob a tutela do Governo, foram o suficiente para este interpretar e promover as deliberações/sugestões emanadas de ambos os eventos.
Temos vindo, ao longo destes últimos dez anos, já aqui o referi mais do que uma vez, a perder espaços de educação e formação artística nas estruturas educativas genéricas, isto é, na formação com uma perspectiva de Educação pela Arte, assim como temos vindo também a perder espaços de formação especializada, em estruturas educativas de especialidade artística, isto é, na formação com uma perspectiva de Educação para a Arte. Num e noutro conceito cabe, respectivamente, a formação generalista e a formação especializada.
É com este sentido que vou propor ao Conselho Directivo da ESE de Portalegre, na minha qualidade de Coordenador do Curso de Educação Artística, a realização de um Encontro Nacional sobre Educação e Produção Artística em Portugal para meados do próximo mês de Novembro.
Este meu reencontro com um evento desta natureza vem na sequência de outros realizados, e por mim coordenados, em 1985/86 envolvendo a Escola do Magistério Primário de Évora onde leccionava Movimento e Drama na formação de Professores e de Educadores de Infância e também o Centro Cultural de Évora, actual CENDREV, do qual fui co-fundador, actor e animador cultural entre Janeiro de 1975 e Janeiro de 1982. No ano lectivo de 1986/87 realizámos, a ESE de Portalegre e de novo o Centro Cultural de Évora, actual CENDREV, um grande Encontro Internacional de Expressões Artísticas na Formação de Professores e de Animadores.
Curiosamente, estando muito em voga as Redes, à semelhança da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural ou Rede Lusófona de Animação Sociocultural que surgirá em Abril em Ponte de Lima, vai acontecer também, a partir do próximo mês de Maio, na ESE de Beja, um Congresso Iberoamericano de Educação Artística (http://www.rede-educacao-artistica.org/ia_02_trans_alentejo.htm) que formalizará a existência legal da futura Rede Iberoamericana de Educação Artística.
Professores de Arte e Artistas têm de reflectir em profundidade sobre as políticas educativas na área da Educação Artística em Portugal, de forma a evitar o descalabro e o desmoronamento desta área educativa e destas práticas em Portugal. Está em causa a cultura artística dos cidadãos e a democratização do ensino profissional e especializado e da formação e educação estética e artística de todos os cidadãos.
Hoje o que acontece em relação ao Ensino da Música é absolutamente absurdo. Por todas as razões já suficientemente apresentadas publicamente. Claro que se deve democratizar a educação artística, a tal perspectiva de Educação pela Arte, como se deve democratizar também a educação artística especializada, a outra perspectiva, a Educação para a Arte.
O ensino da Música como o ensino da Dança, são suficientemente importantes para terem que ser ministrados em Escolas de Formação Especializada de formação vocacional e profissionalizante.
Poderão existir escolas com formação integrada, escolas de formação em regime supletivo mas, seguramente, deverão continuar a existir escolas de formação específica, especializadas.
Há lugares, meus senhores, para os Conservatórios de Música e para as Escolas de Dança de formação especializada e de frequência de longa duração: de criança a adulto.
Tudo o que se diga a partir desta realidade é demagógico e são visões e estratégias de racionalização de meios.
PS: O surrealismo desta “reforma” surge porque o estudo foi feito por especialistas das Ciências da Educação em vez de ser feito por especialistas em «Ciências da Arte». Temos investigadores e professores, mestres e doutores, em todas as áreas da formação artística. Porque não os chamaram a participar nessa ou noutra «reforma»?
Temos vindo, ao longo destes últimos dez anos, já aqui o referi mais do que uma vez, a perder espaços de educação e formação artística nas estruturas educativas genéricas, isto é, na formação com uma perspectiva de Educação pela Arte, assim como temos vindo também a perder espaços de formação especializada, em estruturas educativas de especialidade artística, isto é, na formação com uma perspectiva de Educação para a Arte. Num e noutro conceito cabe, respectivamente, a formação generalista e a formação especializada.
É com este sentido que vou propor ao Conselho Directivo da ESE de Portalegre, na minha qualidade de Coordenador do Curso de Educação Artística, a realização de um Encontro Nacional sobre Educação e Produção Artística em Portugal para meados do próximo mês de Novembro.
Este meu reencontro com um evento desta natureza vem na sequência de outros realizados, e por mim coordenados, em 1985/86 envolvendo a Escola do Magistério Primário de Évora onde leccionava Movimento e Drama na formação de Professores e de Educadores de Infância e também o Centro Cultural de Évora, actual CENDREV, do qual fui co-fundador, actor e animador cultural entre Janeiro de 1975 e Janeiro de 1982. No ano lectivo de 1986/87 realizámos, a ESE de Portalegre e de novo o Centro Cultural de Évora, actual CENDREV, um grande Encontro Internacional de Expressões Artísticas na Formação de Professores e de Animadores.
Curiosamente, estando muito em voga as Redes, à semelhança da Rede Iberoamericana de Animação Sociocultural ou Rede Lusófona de Animação Sociocultural que surgirá em Abril em Ponte de Lima, vai acontecer também, a partir do próximo mês de Maio, na ESE de Beja, um Congresso Iberoamericano de Educação Artística (http://www.rede-educacao-artistica.org/ia_02_trans_alentejo.htm) que formalizará a existência legal da futura Rede Iberoamericana de Educação Artística.
Professores de Arte e Artistas têm de reflectir em profundidade sobre as políticas educativas na área da Educação Artística em Portugal, de forma a evitar o descalabro e o desmoronamento desta área educativa e destas práticas em Portugal. Está em causa a cultura artística dos cidadãos e a democratização do ensino profissional e especializado e da formação e educação estética e artística de todos os cidadãos.
Hoje o que acontece em relação ao Ensino da Música é absolutamente absurdo. Por todas as razões já suficientemente apresentadas publicamente. Claro que se deve democratizar a educação artística, a tal perspectiva de Educação pela Arte, como se deve democratizar também a educação artística especializada, a outra perspectiva, a Educação para a Arte.
O ensino da Música como o ensino da Dança, são suficientemente importantes para terem que ser ministrados em Escolas de Formação Especializada de formação vocacional e profissionalizante.
Poderão existir escolas com formação integrada, escolas de formação em regime supletivo mas, seguramente, deverão continuar a existir escolas de formação específica, especializadas.
Há lugares, meus senhores, para os Conservatórios de Música e para as Escolas de Dança de formação especializada e de frequência de longa duração: de criança a adulto.
Tudo o que se diga a partir desta realidade é demagógico e são visões e estratégias de racionalização de meios.
PS: O surrealismo desta “reforma” surge porque o estudo foi feito por especialistas das Ciências da Educação em vez de ser feito por especialistas em «Ciências da Arte». Temos investigadores e professores, mestres e doutores, em todas as áreas da formação artística. Porque não os chamaram a participar nessa ou noutra «reforma»?
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